“Malungo” era o nome que os negros davam aos companheiros de viagem que chegavam ao Brasil no mesmo navio negreiro. Negros e negras vindas de diferentes lugares da África, sem saber seus destinos ao chegar na América, mas que tinham como elo a experiência da diáspora africana. “Canto de Malungas” é a síntese da convergência dessa ancestralidade, da afinidade afetiva e musical, e do empoderamento de mulheres negras com o desejo de fazer música. Com destaque para o samba e um repertório que abrange suas diversas vertentes como: samba de raíz, pagode, samba canção e samba rock, o jovem grupo reúne uma particular pluralidade de conhecimentos e riqueza musical; tendo como diferencial os arranjos de vozes femininas de Ana Lia Alves (percussão geral e voz), Camila Paulo (pandeiro e voz), Kelly Adolpho (cavaco e voz), Maira Ranzeiro (percussão geral), Thaiane Athanásio (violão), e Yordanka Medina (percussão geral e voz).