Celebrando 10 anos de carreira, o cantor e compositor Diogo Nogueira colocou o pé na estrada com o show do elogiado novo álbum “Munduê”, seu primeiro projeto inteiramente autoral e que traz sonoridade que privilegia a batucada e o samba de raiz. Com cenário de Helio Eichbauer e luz de Arthur Farinon, o lançamento da turnê foi em São Paulo.

A turnê segue para o Rio de Janeiro, no dia 18 de maio, no Vivo Rio, Natal, em 25/05, no Teatro Riachuelo, Fortaleza, em 26 de maio, no Teatro RioMar Fortaleza, Salvador, em 27/05, no Teatro Castro Alves, Novo Hamburgo/RS, no dia 08 de junho, no Teatro Feevale, Porto Alegre, no dia 09 de junho, no Teatro do Bourbon Country, e Brasília, no dia 21/07, no Centro convenções Ulisses Guimarães.

No repertório, o sambista traz um show com destaque para o samba com pé no chão, com muito batuque, foco na ancestralidade, através de músicas inéditas de sua autoria e também composições que fizeram sucesso e marcaram a sua carreira. Há muito tempo Diogo Nogueira deixou de ser uma promessa para se tornar um de nossos maiores sambistas. Honrando o DNA herdado de uma das figuras mais queridas e emblemáticas do samba, o pai João Nogueira, o artista tem levado adiante o bastão do gênero sempre buscando se integrar aos novos, sem abandonar a velha guarda ou ceder aos modismos puramente comerciais.

Após chamar a atenção de Chico Buarque, que lhe deu uma canção inédita (“Sou eu”), gravou um DVD de clássicos do samba numa viagem a Cuba, promoveu encontros de gerações em seu programa da TV Brasil (“Samba na Gamboa”), conquistou dois Grammys, emplacou quatro sambas-enredo na Portela, sempre consagrados com notas dez dos jurados, agora chega ao final de sua primeira década de carreira com o álbum “Munduê”.

Pela primeira vez, Diogo Nogueira assina todas as faixas do álbum. Ao longo de 14 composições, ele apresenta parcerias com nomes da nova geração e dedica o trabalho a mestres do gênero, como Noel Rosa, Zeca Pagodinho, Cartola, Candeia, Monarco, Paulinho da Viola, Jorge Aragão e Nelson Cavaquinho, entre outros. Já Martinho da Vila, também saudado, e que terá uma homenagem especial durante o show, escreveu a elogiosa sinopse. “Este é o quinto disco de estúdio, mas, na essência, é o seu primeiro de puro samba. (…) Eu, cá na Vila, bato palmas e digo: vá em frente, menino. Agora, se alguém perguntar quem é o Diogo, não preciso responder que é o filho do João Nogueira. Afirmo com segurança: É um belo cantor, com personalidade própria. Um artista verdadeiro. Um elo na corrente da perpetuação do samba”.

O álbum “Munduê” foi produzido por Rafael dos Anjos com Alessandro Cardozo e é um trabalho que representa a salutar tomada de posição de Diogo em favor do bom samba de raiz, com interessante número de arranjos com ênfase na percussão e com mensagens na linha positiva, que quer também melhorar o País e o mundo com seu som, incluindo mensagens para energizar nosso espírito em tempos tão tenebrosos. E o show segue a mesma proposta.

A banda que o acompanha é formada por João Marcos (baixo e direção musical), Henrique Garcia (cavaquinho), Wallace Pres (violão), Jefferson Gordo (bacteria), Maninho (percussão), Bruno Barreto (percussão e coro), Wilsinho (percussão) e Fabiano Segalote (trombone). Os shows do Rio de Janeiro e São Paulo terão a participação de Lucy Alves.