Apontado como um dos grandes nomes do samba carioca atual, desde o lançamento do seu 1º CD, o “Fina batucada”, em 2006, o grupo Galocantô por anos comandou as rodas dos sábados do Trapiche Gamboa e após quase dois anos afastado retorna para uma roda muito especial no casarão que por muito tempo foi sua morada. No repertório, a mistura que sempre agradou os trapicheiros: clássicos de Noel Rosa, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, Wilson Moreira, Paulinho da Viola, Paulo César Pinheiro, Toninho Gerais e Trio Calafrio, por exemplo, com sambas dos seus três CDs e um DVD independentes (“Pano Verde”, 2016, DVD “Galocantô canta Luiz Carlos da Vila”, 2015, “Lirismo do Rio”, 2009, e “”Fina Batucada”, 2006), como as famosas “Pão que alimenta” (Edson Cortes, Binho Sá e Wantuir), “Galã de Xerém” (Pablo Amaral e Edu Tardin) e “Vara de família” (Ney Lopes e Fred Camacho), e alguns sambas-enredo e MPB em arranjo de samba de que todos gostamos.

O grupo nasceu em 2003 na Lapa abandonada pelo poder público, incentivado pelo baluarte do Império Serrano, Ivan Milanez, e sob a influência de nomes do quilate de Candeia, D. Ivone Lara e Fundo de Quintal, entre outros. Dos despretensiosos encontros de toda quinta-feira no bairro, passou a ser uma opção de samba e resistência frequentada por bambas consagrados como Beth Carvalho, Camunguelo, Renatinho Partideiro e Luiz Carlos da Vila. Com o passar do tempo, carinhosamente chamado de “Galo”, o grupo foi se consolidando como grupo de samba e desde então se apresentou (e continua se apresentando) nas principais casas de show do Rio de Janeiro, como Canecão, Rio Scenarium, Trapiche Gamboa, Carioca da Gema, Circo Voador, Fundição Progresso, CCBB, palcos da Prefeitura e Reveillón do Rio. Foi indicado ao “Prêmio Tim 2007” na categoria “Melhor grupo de samba”, concorrendo com o consagrado Grupo Fundo de Quintal, e ao “Prêmio da Música Brasileira” 2010 na categoria “Melhor grupo de samba”, com o álbum “Lirismo do Rio”, reafirmando o trabalho autoral.

Hoje, composto por Marcelo Correia (violão de 7 cordas), Leandro Diaz (cavaco), Léo Costinha (percussão), Lula Matos (percussão) e Jorge André (percussão), o grupo cisca pelos terreiros do Brasil, principalmente dividindo-se entre Rio e em São Paulo, com o mesmo repertório de sucessos. Assim, acredita respeitar o ensinamento oratório do samba, marca da cultura negra em nosso país. Seus shows e rodas sempre são uma grande oportunidade para se conhecer o que há de melhor na história do samba e do que é composto nos últimos tempos, sendo certeza de noite inesquecível.

“O Galocantô vem dizer que agora está tudo bem, que vai muito bem…

O Galo chegou e com ele chega o samba também, e o samba também…

É paz, é amor, fio condutor do bonde do bem, da banda do bem…”.

(O Galocantô – Luiz Carlos da Vila)

Evento do FB: https://www.facebook.com/events/299179344133000/.

Couvert artístico: couvert R$25 (lista amiga R$20). 18 anos. A casa abre às 18h30.