O grupo Jequitibá do Samba faz mais uma edição notável da sua roda de samba, a partir das 17h, gratuitamente no Espaço Catete.

Composto por jovens músicos do Rio de Janeiro, atuantes nas rodas de samba e choro de casas da Lapa, de Santa Teresa e do centro (como o Trapiche Gamboa, o Carioca da Gema e a Casa do Choro, principalmente, sendo alguns integrantes também professores da Escola Portátil de Música – EPM), o Jequitibá do Samba em setembro de 2017 retornou à agenda do samba do Rio neste novo espaço da cidade. Desde então vem mantendo o seu ponto de encontro quinzenal (sempre aos domingos) com o samba tradicional, o samba de roda, sambas autorais dos integrantes e de jovens compositores. Em uma roda de cada mês, recebe um cantor convidado, já tendo participado Pedro Amorim (também bandolinista), Eduardo Gallotti (também cavaquinista), Elisa Addor, Nina Wirtti e Gória Bomfim. Canjas surpresas de instrumentistas e cantores também já se tornaram famosas e são garantidas, sempre contagiando o público. Já passaram por lá, por exemplo, o violonista Paulão 7 Cordas, os cantores Moyseis Marques e Makley Matos, o compositor Chico Alves, o bandolinista Luis Barcelos, o percussionista Marco Basílio, as cantoras Suzana Dal Poz e Ivy Morais.

Por alguns anos, o grupo “marcou época” realizando sua roda de samba mensal, aos domingos, na Ilha de Paquetá, e nesta nova fase, no Espaço Catete, atende aos moradores da região do Catete e entorno e os muitos sambistas da cidade. Tem virado ponto de encontro de famílias e sambistas de várias idades, que já conheciam o grupo enquanto programação exclusiva de Paquetá, ou que vem a conhecer em cada nova edição.

Sobre o grupo
Com o nome inspirado no samba dos compositores mangueirenses José Ramos e Marcelino Ramos, o grupo Jequitibá do Samba destaca-se dos demais grupos atuais do gênero por ter como característica marcante um repertório com apenas os chamados “sambas de raiz” antigos e alguns mais recentes, e também autorais dos integrantes, com destaque pra sonoridade, fruto do trabalho cuidadoso de cada componente — que fundamenta seu aprendizado no legado daqueles que, com técnica, talento e criatividade, fizeram escola na música popular brasileira, como Dino, Meira, Canhoto, Jonas, Luna, Marçal e Elizeu, Jorginho, Doutor, Gordinho e tantos outros. O entrosamento entre os integrantes e o espaço para todos cantarem, juntos ou não, além de tocarem, também são características marcantes e singulares da formação.

O principal critério de seleção do repertório é a beleza dos contornos melódicos e a sinceridade das poesias dos versos. Acreditando que um bom samba não tem idade, o grupo prioriza, portanto, um repertório que contemple os inesquecíveis sambas da década de 1930 do Estácio, passando pelos sambas saídos dos terreiros das primeiras escolas, sem se esquecer das obras-primas de grandes compositores, como Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Cartola, Candeia, Zé Kéti, Mauro Duarte, Paulinho da Viola e Paulo César Pinheiro, entre muitos outros cuja obra persiste pouco explorada.

Músicas como “Menti” (Anderson Balbueno e Eduardo Tardin), “O morro e o samba” (Julião Rabello Pinheiro e Paulo César Pinheiro), “Novo amor” (Iuri Bittar), “O samba vai durar” (Ronaldo Gonçalves e Bernardo Diniz) e “Sem mordaça” (Ronaldo Gonçalves e Bernardo Diniz) são alguns dos sambas autorais dos integrantes sempre cantados nas rodas também pelo público cativo.

Formação:

Anderson Balbueno: Percussão e voz
Bidu Campeche: Percussão
Iuri Bittar: Violão 6 cordas e voz
Jeferson Scott: Percussão e voz
Julião Pinheiro: Violão 7 cordas e voz
Ronaldo Gonçalves: Cavaquinho e voz

Fanpage: https://web.facebook.com/sambajequitiba | Instagram: instagram.com/jequitibadosamba

Serviço:
Roda de samba do grupo Jequitibá do Samba – Marcos Sacramento cantor convidado
Local: Espaço Catete (Rua do Catete, 97 – Glória – próximo ao metrô)
Data: domingos(quinzenal)
Horário: 17h – 22h
Gratuito
Classificação: livre