Para quem quiser saber o que anda rolando no samba contemporâneo basta ouvir Marcelinho Moreira. Seu show, “Canto do Batuqueiro” é uma espécie de resumo, ou melhor, síntese do samba carioca de fato, nem o purismo nostálgico e arrogante do chamado “samba de raiz” nem a diluição do pagode romântico mais safado. É samba, só, por quem sabe fazer, é herdeiro dos grandes baluartes mas tem a sensibilidade no presente e o olho no futuro do gênero.

Na escolha do repertório, nas letras, nas parcerias tudo leva a essa ideia de síntese do que é fazer samba hoje no Rio de Janeiro. Num show fiel à sua escola, a do partido alto carioca reinventado por Martinho da Vila e continuado pela Geração Cacique de Ramos, Marcelinho Moreira mostra a sua cara. E reafirma de forma muito feliz sua fé. No batuque, claro.