Dia 25, a partir das 17 h, a cantora Margarete Mendes vai estar com sua banda Mojubá no Renascença Clube.

Em seus quase 30 anos de carreira, Margarete Mendes se apresenta com a quinta formação da banda Mojubá, nome dado pela própria Margarete que significa, em ioruba, saudações aos orixás. E é nesse clima que a cantora se apresenta mostrando o poder da mulher negra e macumbeira, cantando para os orixás. “Eu não canto para fazer sucesso, mas para louvar e agradecer a força que os orixás dão na minha caminhada porque sou instrumento deles. Quero, através do samba, levar a palavra ioruba para espalhar axé carregado de saúde, paz, prosperidade, caminhos abertos, muito amor no coração para todos que estiverem me ouvindo”, revela Margarete Mendes.

Auxiliar de enfermagem do Hospital Central do Exército, Margarete Mendes foi chamada para cantar até na África, mas não pode devido ao emprego publico. Nessa época, ela sempre se apresentava para os doentes do Hospital Salgado Filho. É como a cantora diz, “Tive uma caminhada longa e sofrida porque o samba não é unido, ele é cheio de vaidade e competição. Isso só não acontece na Bahia que já atingiu a união de um ajudar o outro. Mas eu sou resistência! Nada nunca me impediu de lutar e resistir”.

Depois de aposentada, Margarete Mendes está com tempo para deslanchar a carreira que começou na Lapa, muito antes da revitalização. Depois foi a vez do Bola Preta, mas foi no Amarelinho da Cinelândia que ela foi descoberta por Pedrinho da Mangueira que lhe convidou para se apresentar na agremiação, pontapé inicial para a sua profissionalização. Margarete foi a única mulher que fez, há muitos anos atrás, o segundo aniversário da Feijoada da Família Mangueirense, no Teatro Rival. Até então, o evento tinha como atrações apenas representantes do sexo masculino. Os que também fortaleceram a sua carreira foram Renatinho Partideiro, que comandava a roda de samba do Cacique de Ramos, e seu falecido marido, Gyggio Mocidade. No ano passado, Margarete Mendes foi nomeada por Bira Presidente, a voz feminina do Bloco Cacique de Ramos no qual é a intérprete feminina.

Hoje, Margarete continua cantando na Lapa (Botequim Vaca Atolada, Memórias do Rio). Também em Copacabana (Alma Boêmia) no centro da cidade (O Samba Brilha), em Vila Isabel (Taberna da Vila) e em Paquetá (Iate Club, Clube Municipal), ao lado de sua banda: Thiago Oazen (surdo), Nego Chandi (pandeiro e voz), Luiz Paulo (mestre de bateria das Escolas de Samba Unidos de Vila Isabel e Mangueira, na percussão geral), Kleber (tantã e voz) e Carlinho Costa (cavaco e voz)

Serviço

Dia: 25/1

Hora: 17 h

Local: Renascença Clube (Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí)

Ingresso: R$ 15

Mesa: R$ 20