No próximo dia 08 de novembro, quarta-feira, o percussionista Marcelo Amaro, faz show de lançamento do CD Motumba, na Sala Baden Powell , em Copacabana, às 20h. O show tem duração de 75 minutos.

Em tempos de perseguição às religiões de matriz africana um projeto musical chama atenção por reunir, num só CD, vários ritmos ancestrais. O Cd MOTUMBÁ, do compositor e percussionista Marcelo Amaro celebra a riqueza dos ritmos africanos que são a raiz da nossa música popular.  No show de estreia na Sala Municipal Baden Powell, terão somente músicas autorais e inéditas, com intuito de propagar a Música autoral, no repertório, Sambas e suas origens, com a direção musical de Tiago Machado, com um time de primeira, além de convidados especialíssimos da nova cena carioca.
Motumbá, em yorubá significa um pedido de benção e uma forma de agradecer, saudação. Nesse trabalho, Marcelo concretiza o sonho do primeiro trabalho totalmente autoral. São jongos, ijexás, sambas- Urbanos e sambas canções, todos de autoria de Marcelo Amaro com alguns parceiros de música.
A faixa título, MOTUMBÁ, destaca “Tem batuque em Porto Alegre, Candomblé La na Bahia, Xangô de Pernambuco, Tambor de Mina Maranhão, viva o povo de terreiro e sua nação” lembrando das diversas manifestações religiosas de ascendência africana que existem no nosso país. E finaliza com “peço respeito à sua fé e devoção”, convidando a todos para essa reflexão. É preciso respeitar.
Para realizar o projeto de gravação e distribuição do CD Motumbá foi criada uma campanha de financiamento coletivo, através da plataforma Catarse. A campanha pretende arrecadar fundos para gravação, mixagem, masterização e prensagem de 1 mil cópias do CD, além de reservar uma parte desse valor para as recompensas – presentes para os colaboradores da campanha.
O projeto MOTUMBÁ se apresenta num momento importante da sociedade brasileira, onde é preciso resistir bravamente, reunir forças e ações na defesa de nossas raízes mais profundas, em defesa da liberdade religiosa e do respeito às diferenças. A música e a arte são ferramentas indispensáveis nessa luta. Contribuir com essa campanha é fazer parte de uma história que pertence a todos nós.