Surgido no Rio de Janeiro, o grupo Regional Nacional é formado por músicos de várias partes do país, que se dedicam à sonoridade acústica e muito brasileira, inspirado nos clássicos conjuntos “regionais” e nos cantores da “era de ouro do rádio” entre os anos 30 e 50, indo além dos estereótipos ou da pesquisa puramente saudosista. Apresentando, então, sambas, choros, boleros, tangos, fox-trot e outras canções da época, o grupo é marcado pela vitalidade de arranjos inventivos, interpretações e improvisos instrumentais surpreendentes, além de novas composições. Assim, desde a sua criação atrai um público entusiasmado e pela primeira vez apresenta-se no tradicional Trapiche Gamboa, na sexta 19 de abril às 19h30.

Iniciado na noite carioca, atuaram em diversos festivais de música (Choro na Gamboa – RJ, Festival Vale do café – RJ, Carnaval da Fundição Progresso) e casas de espetáculo, recebendo também grandes “canjas”, na Rádio Nacional (Programa Época de Ouro ao vivo), foi tema de matéria na imprensa e produziu um extenso material disponível na web. Depois de um hiato em sua trajetória, o grupo retoma as atividades em 2019, por apelo de seu público e com novas ideias, amadurecimento artístico e novas composições.

Todos atuam ao lado de artistas da MPB, como Ney Matogrosso, Yamandu Costa, Amélia Rabello, Ronaldo do Bandolim, ou tem sua própria carreira. A cantora Nina Wirtti, com dois discos de carreira solo e outras participações especiais, canta no grupo e assina a pesquisa de repertório e roteiro. Rafael Mallmith toca violão 7 cordas e faz arranjos, ao lado de Iuri Bittar no violão, Leonardo Pereira no cavaquinho, Anderson Balbueno no pandeiro, Tiago Souza no bandolim e Aquiles Moraes no trompete. “A presença virtuosa do trompete confere um charme especial à sonoridade (pois é menos usual nos grupos de choro), seu timbre harmoniza perfeitamente ao conjunto”.

A pesquisa das músicas tem foco principalmente na chamada “era de ouro do rádio”, entre os anos 30 e 50 – como cita o blog francês “Bossa Nova Brasil”: “(…)quando as rádios faziam tudo em termos de música: a Rádio Nacional contou com até cinco orquestras permanentes. Para ‘alimentar’, precisava-se produzir ‘muitas músicas’, contando com inúmeros compositores, além dos cantores, Benedito Lacerda, Isaura Garcia, Orlando Silva, Aurora Miranda, Dalva de Oliveira, e muitos outros, hoje raramente conhecidos do grande público. Escreveram sambas e choros com certeza, mas também montes de boleros, tangos, fox-trot e os estilos da época. O grupo Regional Nacional se dedica a essa música desde o fim de 2010. Formado de jovens profissionais, excelentes, é uma formação sólida com grande repertório, exatamente no espírito das rádios desses anos: capaz de tocar impecavelmente arranjos bem tradicionais e solos como no jazz”.

Couvert artístico: R$25 (lista amiga: R$18). 18 anos. A casa abre às 18h30.