Ampliando o horizonte da nova e moderna MPB, Roberta traz para o palco releituras de samba consagrados com pitadas de soul. O improviso fica pro conta da cadência do partido alto, o repente do sambista. Seu repertório é democrático. Vai da bossa-nova ao samba-funk passando por músicas regionais numa bem sucedida fusão de sonoridades múltiplas.
Compasso binário e ritmo sincopado. A dobradinha não basta para se fazer um bom samba. É preciso malemolência, carisma e um timbre sedutor. No palco, ela mostra porque é merecedora dos elogios que vem recebendo. Quem não gosta do samba de Roberta Espinosa bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé.