Os exímios instrumentistas Alfredo Del-Penho (voz e violão de sete cordas), Pedro Amorim (voz e bandolim), Pedro Miranda (voz e pandeiro”) e Paulino Dias (voz e percussão), que há alguns anos realizam a sua tradicional roda como o Grupo Samba de Fato, mensal e exclusivamente no Trapiche Gamboa, comemoram os quinze anos de formação do quarteto e após uma temporada especial contemplando todos os sábados de abril na casa, comandam os sábados 13 e 27 de maio pra não deixar a saudade chegar. O público que os acompanha segue cativo e muitos chegam para conhecê-los a cada edição.

O quarteto toca e canta composições próprias já populares, assim como consagrados sambas de nossos mestres de todos os tempos, tendo canções como “Mil réis” (Candeia), “Leviana” (Zé Ketti), “Formosa” (Vinicius de Moraes), “Menino Deus” (Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro), “Pimenteira” (Roque Ferreira), “Acreditar” (Dona Ivone Lara/Delcio Carvalho), “Morrendo de Saudade” (Nei Lopes/Wilson Moreira) e “Okolofe” (Wilson Moreira), por exemplo, sempre presentes.

É uma roda que atrai muitos músicos do gênero e os sambistas que prezam pelo “fino repertório do samba”. A história do Samba de Fato é mesclada com a do Trapiche Gamboa, por ser o único lugar onde o quarteto se apresenta há anos, além de já estar aberto há doze anos e se mantendo como a principal, senão única, casa de samba, choro e jongo na região portuária do Rio, Gamboa, região histórica. O Trapiche é uma casa que atende ainda o fiel público do passado e cada vez mais novos cariocas e turistas, que sempre se encantam com o bom atendimento (também de samba no pé), qualidade musical e do cardápio. Inicialmente, as rodas do grupo aconteciam no meio das semanas e depois passaram a marcar o calendário nas segundas-feiras. Em 2016, devido ao crescente público e parceria com o compositor Wilson Moreira como convidado especial da roda por alguns meses, passaram a ser realizadas em uma sexta ou sábado de cada mês.

Sobre os músicos: Alfredo Del-Penho foi ganhador da categoria de “Melhor direção musical”, junto com Beto Lemos, do “Prêmio Cesgranrio de teatro”, pelo espetáculo “Auê”; em junho/2016, foi ganhador da categoria de “Melhor cantor de samba” do “27º Prêmio da Música Brasileira”, com o seu novo CD “Samba sujo”. Pedro Amorim atualmente produz o seu novo CD “Voz nagô”, com músicas autorais em parceria com o letrista Paulo César Pinheiro. Pedro Miranda lançou recentemente seu 3º CD solo, o “Samba original”. Paulino Dias participa de formações diversas pelas rodas da cidade e projetos com os demais músicos do quarteto, entre outros.

Couvert artístico: R$30 (lista amiga: R$25). 18 anos. A casa abre às 20h30.