No Trapiche Gamboa sempre faz uma roda animada, de acordo com a sua trajetória entre o carnaval de rua e as rodas de samba, cantando e tocando com o seu cavaquinho os sambas de raiz que todo bamba conhece e as composições do seu CD “Os sambas que me dizem”, lançado em 2015, com letras de compositores contemporâneos, como Raul DiCaprio, Leandro Fregonesi, Manuela Trindade, Thiago da Serrinha, Lazir Sinval e Abel Luiz, além de nomes como Moacyr Luz, Toninho Geraes e Toninho Nascimento.

Tomaz iniciou os estudos musicais aos seis anos na ProArte, estudou piano e cavaco, é formado em música (Bacharelado em Arranjo – pela UNIRIO) e sua alusão ao samba fica por conta de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Aldir e Cartola, quem, segundo ele, são as suas “referências monstruosas”. Também bebe das fontes de Paulinho da Viola, D. Ivone Lara, Martinho, Noel, Mario Lago, Candeia, Nelson Cavaquinho e das Velhas Guardas das Escolas de Samba. Essa musicalidade talvez seja a linha tênue que une Tomaz ao “Simpatia é Quase Amor”, bloco do carnaval do Rio de Janeiro do qual é diretor e cantor, já tendo sido mestre-sala até aprender a tocar cavaco e pular para cima do carro de som e então se tornar o cantor oficial (já há mais de 10 anos).

Acompanhou no cavaco os cantores Lucio Sanfilippo e Marina Iris e em 2012 lançou-se em carreira solo com o show “Nossa Roda de Samba”, no Centro Cultural Carioca. Em 2013, foi finalista do concurso “Novos Bambas do Velho Samba”, do Bar Carioca da Gema e então é ativo no circuito de casas como o próprio Carioca da Gema, o Rio Scenarium, o Trapiche e o Santa Luzia.

Em julho de 2015, lançou seu primeiro CD da carreira – “Os Sambas Que Me Dizem”, com três músicas autorais e seguindo a trilha clássica de Noel Rosa. Eclético e considerado um excelente musico, já fez estrada também com Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila e Monarco. Recentemente integrou o corpo de músicos do espetáculo “Andança”, sobre a cantora Beth Carvalho e consolida-se como um dos artistas da nova geração do samba que dão o que falar nas rodas cariocas.

Couvert artístico: R$30 (lista amiga: R$25). 18 anos. A casa abre às 19h30.