Flávia Saolli, “Respirando Amor”

O nosso papo hoje é com a cantora e, agora, atriz, Flávia Saolli, que está lançando o EP “Respirando Amor”, mostrando o lado compositora, com parceiros como: Xande de Pilares e PH Mocidade.

RS – Quem são as principais influências, inspiração?

FS – Tenho uma formação musical muito ampla. Na casa de meus pais, ouvia de tudo e isso se estende até hoje. Mas resolvi direcionar minha arte para a música brasileira, mais especificamente para o samba. Assim, digo que minhas principais referências são Alcione, Clara Nunes, Elis Regina, Beth Carvalho, que são a base de construção do meu canto. Porém, a obra de D.Ivone Lara é mais do que uma referência, é um exemplo e inspiração para a vida. Gostaria , um dia, de chegar ao raspo do tacho da nossa Grande Dama, D. Ivone.

RS – A experiência como atriz? Como surgiu?

FS – Eu estava participando do show de lançamento do CD Sambas para Mangueira, que é um CD de sambas exaltação à Escola. No intervalo, conheci os idealizadores do musical “Cartola, O mundo é um Moinho”. Eu já havia mandado o meu material para as audições , e foi a fome com a vontade de comer. Fiz os testes, em São Paulo, fui passando, e aqui estou, fazendo parte do elenco desse incrível e premiadíssimo espetáculo, com sucesso de público e de crítica, que deixa a todos encantados.

RS – E o EP “Respirando Amor”, fale um pouco mais.

FS – Hoje em dia, sou uma pessoa que vivo o Amor. E tento vivê-lo de várias maneiras. O amor à vida, ao ser humano, e tentei traduzir esse sentimento, sem ser muito piegas, da minha melhor maneira. Assim, esse é o meu projeto para esse segundo semestre, que é divulgar esse projeto, do EP Respirando Amor, e fazer com que esse sentimento e minhas músicas se espalhem sem limite. Além disso, vou continuar estudando teatro e compondo, sempre que tiver tempo e inspiração, ou os dois.

RS – Como você vê o espaço da mulher nas rodas de samba?

FS – Ainda vejo um espaço limitado mas que estamos, com muita vontade, talento, propriedade e união , conseguindo conquistas. Como cantoras e/ou intérpretes somos um pouco mais respeitadas, porém, como compositoras, que também sou, sinto que o espaço é ainda menor, talvez porque deixemos de expor nossa obra em locais onde a maioria é de meninos, ou talvez porque essas oportunidades realmente não nos são dadas. Mas essa história tem mudado, porque sabemos que nossa arte tem valor. Eu mesma nao acreditava nas minhas composições. Foi preciso, meu produtor, Jeferson Martins, me inscrever em alguns Festivais, e eu chegar até a semifinal, final e até mesmo ganhar alguns deles pra eu entender que sim, minha música era boa. A partir daí, não parei mais. E cada vez mais tenho vontade de cantar e compor e mostrar ao mundo minha arte.

RS – Você acha que esse nicho de Musicais é uma vertente para novas possibilidades enquanto artista, independente de ser relacionado ao samba?

FS – Claro. Eu mesma, sou prova disso. Sempre estive voltada para a música, porém você pode ser um artista completo, que cante, que dance, que atue. Não é nada fácil, aliás, a rotina é bastante diferente. Horários, disciplina, o teatro exige um pouco mais, muitas horas de ensaio, mas depois que vc se acostuma, fica mais fácil. Ser artista nessa terra é mesmo uma “ARTE”.

RS – Quais os projetos pra esse segundo semestre?

FS – Bem, enquanto estava em cartaz com o Musical, entre uma folga e outra, realizei um sonho que já vinha se arrastando há algum tempo. Mais precisamente há 3 anos. Mas para minha surpresa e com a força e garra do Jeferson, meu produtor, que correu muito atrás, e união dos amigos, como Vitor de Souza, meu Produtor Musical, consegui, em duas semanas, gravar meu EP. É um trabalho autoral, onde mostro canções que falam de AMOR , ja que estamos tão em falta desse sentimento.